Quando comecei a ler o texto do site Marketing Pilgrim achei que seria mais um “odiador de jornal que usa argumento de que o impresso não sobreviverá, para fazer uma catarse de toda sua frustração”, o que vejo muito por aí. Mas mostra de forma pragmática que a internet pode ‘desafogar’ os jornais de apurações torpes e superficiais para dar lugar a reportagens profundas que possam fazer a diferença. Por isso resolvi traduzir para mostrá-los.

Quem ainda não tem opinião formada sobre o debate Impressos x Online pode ser que tenha alguma ideia depois de ler o texto a seguir:

Oito soluções para o Jornalismo Impresso conviver com a mídia online:

1. Deve-se publicar hard news também na internet -> A Internet é um meio em tempo real e o impresso não é  capaz de competir com isso. O leitor tem que perceber que o jornal impresso lhe oferece apenas os fatos sem nenhuma opinião. Deixem o leitor decidir o que fazer com o que recolheram para ele. Parem de dizê-lo o que pensar.

2. Pode-se dizer o que pensa, mas não obrigar ninguém a pensar igual -> Apresentar o outro lado da notícia deve fazer parte do formato de um jornal, em vez de ocasionalmente trazer alguém do outro lado como um bode espiatório, um cordeiro que será sacrificado para o deus ideológico do veículo.

3. Ser, de fato, equilibrado -> Os impressos têm de parar de tomar partido, ‘pelo amor de Deus’.  Washington Post x Washington Times, direita x esquerda é apenas perda de tempo. Uma porcaria. Gostaria de ver uma conversa equilibrada entre jornais. Mas precisa de coragem para isto.

4. O veículo deve saber quem é seu público real -> O impresso é mais para o pensador, para quem prefere de digerir a notícia. O online é para quem lê e rejeita, consome, ”joga na superfície’. A batida é rápida. Deixem a internet para os real-timers e o impresso para os pensadores.

5. Jornais devem fazer a diferença -> O jornal tem que ir para fora descobrir o que é bom e ruim, o bonito e o feio do mundo, mas a longo prazo. É característica de uma apuração investigativa: Cavar fundo, criar a mudança e o impacto. Seria fantástico! Teria menos pessoal nas redações, pois não se gastaria tempo desnecessário nas minúcias de cada matéria insignificante. Isto é para o ambiente online, beat rápido. O impresso deve ser um verdadeiro agente de mudança.

6. O impresso deve apoiar blogueiros e twitteiros -> Em vez de enxergar a característica do ’em tempo real’ do online como ameaça e abaixo dos seus padrões, o jornal deve filtrar o que serve ou não, prestar este serviço ao seu leitor: algo como ‘o jornal confia neste ou naquele blog/twitter por tais razões…’. Isto seria legal.

7. Fazer um índice do conteúdo -> Esta é fácil.

8. Parar com joguinhos políticos -> Quando o jornal escolhe um lado perde credibilidade. Isto não é informar.

Realmente gostaria de saber sua opinião sobre isso.